terça-feira, 10 de abril de 2018

Autores Pelo Mundo - Parte 21: ITÁLIA

Elena Ferrante é um dos maiores mistérios literários da atualidade. Este nome, é um pseudônimo de uma escritora, supostamente mulher, italiana. Cuja identidade vem sido montada com especulações.
Especula-se que seja uma tradutora. A autora concede poucas entrevistas, todas elas por escrito e intermediadas pelas suas editoras italianas. Nelas, explica que optou pelo anonimato para poder escrever com liberdade, e também para que a recepção de seus livros não seja influenciada por uma imagem pública.
Pressupõe-se, com base nas suas obras, que tenha nascido em Nápoles, uma vez que livros como a tetralogia "Série Napolitana", trazem uma descrição detalhada da cidade e de seus costumes. Através de suas obras, é possível perceber que Elena Ferrante apresenta um sólido conhecimento dos autores clássicos gregos e latinos.
Há uma certeza sobre Elena Ferrante: escreve desde 1991, ano em que publicou seu primeiro romance, L'amore molesto (Um Estranho Amor), bem recebido pela crítica. O cineasta Mário Martone leu-o e converteu-o num filme memorável. O livro “A Amiga Genial” - primeiro da série napolitana - está sendo adaptado para a TV pela HBO e você pode o encontrar na Ilha das Letras!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Série After - Anna Todd




Tessa Young é uma jovem reservada e estável que sai da casa de sua mãe, uma mulher autoritária e preconceituosa, para iniciar os seus estudos na universidade. Com a mudança, sente-se obrigada a separar-se pela primeira vez do namorado, Noah. Este, um rapaz doce e amoroso. Logo no primeiro dia, conhece a sua companheira de quarto, Steph e os amigos desta, entre os quais Hardin, um inglês insolente, cheio de tatuagens e piercings. 

De forma rápida e inesperada, Tessa e Hardin iniciam uma relação intensa e muito atribulada, pois ele é um “bad boy” que só arranja problemas. Nesta série a protagonista fica por muitos momentos em um conflito interno. A brusca mudança de vida e o fato de conhecer pessoas novas a faz pensar sobre o que realmente vale a pena manter.

A responsável por essa série é a autora Anna Todd. Nasceu em 1989, Ohio e atualmente vive em Austin com o marido. Enquanto ele foi convocado para guerra no Iraque, durante dois anos Anna dedicou-se sozinha a vários trabalhos. Como é uma fã fervorosa de boy bands e de literatura, decidiu escrever uma série de livros que combinasse essas paixões.

A série After, publicada pela primeira vez na plataforma Wattpad, despertou de imediato o interesse e a atenção de milhões de leitores em todo o mundo. Atualmente, consiste em cinco volumes e estão presente em 27 países.

Você encontra a série completa na Ilha das Letras!

terça-feira, 27 de março de 2018

Walter Benjamin




Walter Benjamin nasceu em 1892, em Berlim, na Alemanha. Filho de Emil Benjamin e Paula Schönflies Benjamin que eram comerciantes de produtos franceses foi criado com bases judaicas. Em sua adolescência, abraçado aos ideais socialistas participou do Movimento da Juventude Livre Alemã, colaborando com a revista do movimento. Nesta época já se pôde notar influência de Nietzsche em suas leituras e escritas.
Em 1919, defende tese de doutorado, “A Crítica de Arte no Romantismo Alemão”, que foi aprovada e recomendada para publicação.  Em 1925, Benjamin constatou que a porta da vida acadêmica estava fechada para ele, tendo a sua tese de livre-docência, “Origem do Drama Barroco Alemão”, sido rejeitada pelo Departamento de Estética da Universidade de Frankfurt.
Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gershom Scholem. Conhecedor profundo da língua e cultura francesas traduziu para o alemão importantes obras como “Quadros Parisienses” de Charles Baudelaire e “Em Busca do Tempo Perdido” de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagônicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui uma grande contribuição original para a teoria estética.
Entre as suas obras mais conhecidas, contam-se  “A Obra de Arte na Era da Sua Reprodutibilidade Técnica” (1936), “Teses Sobre o Conceito de História” (1940) e a monumental e inacabada “Paris, Capital do século XIX”, enquanto  “A Tarefa do Tradutor” constitui referência incontornável dos estudos literários.        
Em 1940, ano da sua morte, Benjamin escreve a sua última obra, considerada por alguns como o mais importante texto revolucionário desde Marx; por outros, como um retrocesso no pensamento benjaminiano: as “Teses Sobre o Conceito de História”.
Walter Benedix Schönflies Benjamin foi um ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão e você encontra obras selecionadas na Ilha das Letras, como por exemplo, livros importados da série “Selected Writings” e o ". Vem conhecer!

terça-feira, 13 de março de 2018

Autores Pelo Mundo - Parte 20: ESLOVÁQUIA



O autor Sándor Márai nasceu em 1900 na cidade Kassa, na Eslováquia. Atualmente a cidade se chama Košice e é a segunda maior cidade do país. Filho de um advogado e uma professora, foi viver em Frankfurt na Alemanha em 1919. Um ano depois começou a trabalhar como jornalista. Quando completou seus 24 anos, escreveu seu primeiro romance. 
Em 1945 foi eleito membro na Academia Húngara de Ciências. Inconformado com o regime comunista em seu país saiu num auto-exílio e mudou-se para Budapeste. Márai sempre escreveu em húngaro e produziu a maior parte de suas obras no período entre 1928 e 1948. Pagou um alto preço por suas opiniões contrárias ao regime comunista.
Num momento, em que era muito respeitado por todos em seu país e estimado, como um dos maiores escritores da Hungria, toda sua obra foi proibida e Sándor Márai caiu no esquecimento, exceto junto dos emigrantes húngaros, no Ocidente, que continuaram a publicá-lo. Márai foi sempre um crítico inconformado com a ascensão do comunismo. Considerava a liberdade de pensamento fundamental para que o homem possa conquistar respeito e conhecer a felicidade.
Em 1968 depois de passar um tempo em Palermo, Itália, mudou-se para San Diego onde viveu até suicidar-se em 1989. O suicídio de Sándor Márai talvez possa ser compreendido ao se levar em conta todos os anos de esquecimento a que foi submetido pelo regime e pela falta de liberdade que tanto criticou a vida toda.
Sua literatura já foi comparada com a obra de Thomas Mann, um dos maiores escritores alemães do século XX e a de Gyula Krúdy, autor húngaro de obra extensa e muito querido em toda Hungria e Europa.  Tendo escrito mais de sessenta livros, sendo os mais famosos: “De Verdade”, “As Brasas”, “Rebeldes”, dentre outros... Alcançou grande sucesso na Hungria, foi um grande romancista, poeta e cronista das sutilezas da memória, escritor e jornalista. Sándor Márai pode ser definido como um verdadeiro amante dos valores morais e civis.
Em 1990, recebe postumamente o Prêmio Kossuth.
Você encontra obras de Márai na Ilha das Letras!

terça-feira, 6 de março de 2018

Autores Pelo Mundo - Parte 19: ARGENTINA



Roberto Godofredo Christophersen Arlt nasceu em 1900, em Buenos Aires, na Argentina. Filho de um descendente alemão e de uma descendente italiana passou a infância no bairro portenho de Flores.

Desde muito jovem trabalhava como pintor e ajudante de livraria. Porém em 1916 inseriu-se no meio literário através da sua nova carreira como jornalista. Neste mesmo ano publicou seu primeiro conto, chamado “Jehová” e em 1926 surge seu primeiro romance “El Juguete Rabioso”, o qual foi considerado ponto de partida para a literatura argentina contemporânea. Inaugurou o gênero de contos policiais na Argentina com o livro “Un Argentino entre Gangsters” que no Brasil recebeu o nome de “Armadilha Mortal”.

A sociedade argentina da época, marcada por conflitos ideológicos e de classe, além de uma crise econômica iminente fez com que a literatura de Arlt abrisse espaço para fortes análises,  que consequentemente, foram refletidas em suas histórias.

Trabalhou como correspondente do jornal El Mundo e com isso produziu diversas crônicas sobre suas viagens para Espanha, Chile, Brasil, Marrocos, entre outros... Apesar de escrever com muito domínio sobre âmbito argentino, foi elogiado por suas crônicas e contos sobre outros lugares.

Faleceu em 1942 devido a problemas cardiovasculares, porém suas obras inspiraram pessoas como Júlio Cortázar, Roberto Bolaño e Ricardo Piglia.
Não perca a oportunidade de conhecer este autor. Venha na Ilha das Letras!
 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Autores Pelo Mundo - Parte 18: EGITO

Eric Hobsbawm em 1917, em Alexandria, no Egito. Filho de um inglês e de uma austríaca, compartilhava da companhia de sua única irmã, Nancy. Em 1931, após a morte dos pais, Hobsbawm e sua irmã foram morar com seus tios em Berlim. Lá, uniu-se ao movimento socialista estudantil e iniciou seus estudos sobre Karl Marx.

Em 1933, Hobsbawm mudou-se para Londres, fugindo da perseguição nazista, mas principalmente por ter conseguido uma Bolsa de estudos na Universidade de Cambridge, onde forma-se em História. Sua ideologia o leva a ser um militante político de esquerda, então ele se filia no Partido Comunista da Grã-Bretanha. Eric conhece então sua primeira esposa, Muriel Seaman, militante do partido, de quem veio a se separar oito anos mais tarde. 

Quando ocorreu a Segunda Guerra Mundial – entre 1939 e 1945 –, ele ingressou no Exército Britânico para lutar contra os nazistas; por ter o domínio de quatro línguas colaborou também nos trabalhos de inteligência. Com o término da guerra, Hobsbawm realiza seu curso de Doutorado.
Em 1959, publica Rebeldes Primitivos, o qual trata dos movimentos camponeses de resistência e do protesto anticapitalista. Em 1962 lançou A Era das Revoluções, o primeiro de uma quadrilogia, seguido por A Era do Capital (1884-1875), a Era dos Impérios (1875-1914) e A Era dos Extremos (1914-1991). Esta série de Eric ficou conhecida como “Era do Século XX”. 

Em 1991 casou-se novamente, agora com uma professora de música, Marlene Schwarz e com ela teve dois filhos.

Em 1969, publicou uma tese de nome “Bandidos” – obra utilizada predominantemente para quem estuda os cangaceiros no Brasil. Em 1995, foi convidado pela Folha de São Paulo, pela Companhia das Letras e pelo Diners Club para visitar o Brasil, ficou alguns dias na cidade de Paraty (RJ) e ministrou uma palestra no Masp, em São Paulo. Em 1997 foi medianeiro no debate a respeito da questão social do Brasil, no encerramento da Conferência “Brasil Rumo ao Século 21”, que ocorreu no Centro de Estudos Brasileiros, sediado em Oxford, na Inglaterra. 

Eric Hobsbawm fez parte da Academia Americana de Artes e Ciências, foi professor de história no Birkbeck College (Universidade de Londres) da New School for Social Research, de Nova Iorque. Faleceu em outubro de 2012, em decorrência da leucemia.

Você encontra obras de Hobsbawm na Ilha das Letras!