O autor Petros Markaris nasceu em
1937, na cidade de Istambul, Turquia. Filho de uma mãe grega e um pai armênio
graduou-se em uma escola austríaca de St. George em Istambul. Após a graduação,
fez outro curso de economia na Grécia, Turquia, Alemanha e Áustria. Isso, antes
de dedicar-se e especializar-se em traduções de autores conceituados, como por
exemplo, Bertolt Brecht, Thomas Bernhard, entre outros.
O próprio Markaris numa
entrevista (concedida em 2001 para La Gansterera) definiu em poucas palavras
sua formação: "Eu fiz meus estudos elementares em uma escola grega, mas
depois, do meu ensino médio para os meus anos universitários, toda a minha
educação e cultura é o alemão".
Como integrante de uma minoria
armênia, não teve cidadania por muitos anos. Porém, com a queda da Ditadura dos
Coronéis, na Grécia, que ocasionou o retorno da democracia em 1974,
nacionalizou-se como um cidadão grego. Markaris viveu em Atenas desde 1950.,
O inicio de sua carreira
literária foi marcado com sua peça, escrita em 1965, chamada “The Tale of Ali
Retzo”. A partir desta, escreveu diversas outras e também roteiros. Famoso por
suas histórias policiais criou a famosa série do detetive Kostas Xaritos, a
qual foi traduzida para diversas línguas conquistando muitos admiradores.
A série do aclamado Kostas
Xaritos possui onze livros. Dentre os quais, apenas dois foram traduzidos para
o português. São eles: “A Hora da Morte” e “Os Amantes da Noite”. O
protagonista da série, Kostas Xaritos, é um homem simples. Daqueles que
necessitam superar muitas dificuldades para entender as complicações do mundo.
Cada um dos casos que resolve se assemelha a uma batalha medieval.
Entretanto, Markaris diz que não
procurou este personagem, mas sim, que esse personagem lhe encontrou. Esse
“encontro” aconteceu depois de o autor passar muitos anos escrevendo roteiros
para uma série de TV, e cansado dos roteiros, teve a idéia de criar o detetive.
Para ele, foi uma surpresa, disse numa entrevista de 2011 para uma revista
européia: "Como eu era ativista de esquerda por um longo tempo, não tinha
simpatia pela polícia. Na Grécia, eles eram sinônimos de fascistas... Mas de
repente, pela primeira vez, percebi que esses pobres policiais são pequenos
burgueses, que têm os mesmos sonhos que seus filhos podem estudar para se
tornarem médicos ou advogados. Assim começou a construção: um crime e uma
história familiar contadas em paralelo”.
Além dos onze livros da série
Kostas Xaritos, escreveu outros quatro livros de não ficção (predominantemente
sobre Atenas), e também, seis roteiros para o cinema. Foi premiado e
condecorado pelo VII Prêmio Pepe Carvalho (Espanha, 2012), Goethe-Medaille (Alemanha,
2013), Prêmio do Quais du Polar Festival
(França, 2013) e Cruz da Ordem
do Mérito da Alemanha (Grécia, 2014).
Não perca a chance de conhecer a
obra de Petros Markaris na Ilha das Letras!
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